segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Explode formiguinha...

          O autor deste blogue é um cidadão perfeitamente equilibrado e isento de defeitos, haja vista sua incomensurável modéstia. Mas o blogue, dotado de personalidade própria, tem lá suas manias, entre as quais celebrar aniversários interessantes. Pois, neste ano da graça de 2018, comemoramos quarenta anos do lançamento do long play “Álibi”. Naquela antológica bolacha preta gravada por Maria Bethania consta, entre muitos sucessos, a faixa “Explode coração”, obra genial de Gonzaguinha. A música, composta por volta de 1977, embalou emoções de um amplo espectro de ouvintes, desde jovens revolucionários com suas sandálias fabricadas com sola de pneu usado, até fiéis telespectadores das novelas da TV, duas das quais, separadas por cerca de vinte anos, tocavam diariamente a canção como tema de personagens românticos criados por Janete Clair e Gloria Perez.
          Assim sendo, acendamos as velinhas, sopre-mo-las e devoremos a fatia do apetitoso bolo de laranja. Feito isso, deixemos o “coração” de lado e concentremo-nos no “explode”. Pois é isso que o blogue resolveu, por conta própria, oferecer à sua imensa platéia. Explosões. Não nucleares, acidentais ou criminosas, não é disso que se trata. E sim um tipo particular de explosão, de natureza biológica e muito curiosa, ainda que não menos trágica para seres vivos que literalmente estouram. Formigas. Isso mesmo, gentil leitora, formigas que explodem. Propositalmente. Coisa essa que já se sabia existir há mais de um século, desde que o entomologista alemão Hugo Viehmayer se deparou com esse estranho comportamento quando estudou formigas em Cingapura e relatou suas observações em 1916 na revista Archiv für Naturgeschichte.
          Sobre este assunto, há poucos meses a pesquisadora Alice Laciny, do Museu de História Natural de Viena, em conjunto com outros cientistas da Áustria, de Brunei e da Tailândia, divulgou na revista científica Zookeys seus estudos de formigas do grupo Colobopsis cylindrica, parte das quais tem o hábito de explodir, não o coração, mas glândulas que ejetam uma substância tóxica quando a formiga empina, com toda a força, a…o…ahn… o bumbum. Depois de um trabalhão estudando as formigas em um centro de pesquisa de campo em Brunei, Alice e seu colega Herbert Zettel concluiram que essa parcela de formigas explosivas merece ser tratada com uma certa deferência, e batizaram as bichinhas com o nome Colobopsis explodens. Se esse nome vai ou não vai “pegar” depende do eterno balanço de boa vontade, crítica construtiva e ciúmes de seus colegas cientistas, mas isso é assunto para zoólogos profissionais. Neste blogue, o que interessa mesmo é o comportamento inusitado das formiguinhas.
          Nem todas as Colobopsis são explosivas, apenas um grupo de formigas “trabalhadoras”, que diferem dos “soldados” e outras categorias dentre as componentes da numerosa população que se encontra nos formigueiros. Sacrificam-se pelo bem dos seus, um gesto análogo ao que é costumeiramente atribuído a um certo príncipe regente, o qual mandou dizer ao povo que ficaria por aqui mesmo, em nossa fração do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Como se tal reivindicação lhe tivesse sido encaminhada pelo povo propriamente dito, e não pelos grandes comerciantes e latifundiários escravocratas que estavam se dando muito bem com a boa distância da corte portuguesa. Sim, sim, tergiversamos e, diante do clamor da platéia, voltamos ao busilis.
          Então, a coisa funciona assim: uma das tarefas de uma humilde casta de formigas “trabalhadores” de baixo escalão, conhecidas como minor workers, é compor a linha de frente do exército que, volta e meia, precisa defender a colônia de hordas de inimigos. Indivíduos daquele grupo tem o hábito de, no campo de batalha, empinar o bumbum e mantê-lo pronto para, quando em desvantagem, contraí-lo com força suficiente para provocar o estouro do próprio corpo, que esguicha uma secreção viscosa, amarelada e tóxica, a qual mata os inimigos junto com a própria autora da explosão. Esse comportamento era bem conhecido dos nativos da região, que chamavam essas pobres coitadas de “gosma amarela”. Apesar de tóxica, a baba tem cheiro de caril (curry, para os adeptos da culinária indiana, iam, iam), mas duvidamos que alguém se arrisque a prová-la, muito menos usá-la como tempero num menu degustação.
          Analogias com terrorismo entre humanos são tristes e óbvias, mas não serão tratadas neste blogue. Sabe-se, no entanto, que outros insetos também usam o artifício de esguichar melecas químicas, como cupins que rompem glândulas nos seus próprios pescoços e secretam uma goma, que funciona como argamassa para seus próprios cadáveres selarem a entrada do cupinzeiro e assim impedirem a invasão de inimigos. Esse comportamento extremo das formigas, cupins e outros bichinhos explosivos, que a empáfia antropocêntrica de alguns de nós costuma classificar como “indefesos”, é chamada de autótise, derivada de palavras em grego que significam “auto-sacrifício”.
          Sei não, mas às vezes temos a impressão de que, assim como as formiguinhas explosivas, Dom Pedro de Alcântara teria pensado duas vezes antes de aceitar a autótise induzida por quem de fato manda nos pobres coitados que se submetem a esse suicídio altruista.


Rafael Linden


domingo, 29 de julho de 2018

Pa-ra-le-le-pí-pe-do

          “Pa-ra-le-le-pí-pe-do!”, “É isso mesmo, querida!”, “Pa-ra-le…le…pí-pe-do, pa-ra-le-le-pí-pe-do, pa-ra-le-le…” e lá foi ela, toda contente de mão dada com o vovô, até passar por um canteiro. “E essa branquinha?”, “essa? Hmmm, é um azulejo”, “a-zu-le-jo?”, “é, azulejo”, “a-zu-le-jo! e essa no chão?”, “essa? É…é…acho que é uma lajota”, “la-jo-ta?”, “é, lajota”, “la-jo-ta…olha! Olha! É um macaco! Dois! Dois macacos, a mãe e o filhinho!”, “onde?”, “ali no fio, correram para a árvore! Todo dia a gente vê eles aqui e eles correm para a árvore!”…e repetiu “pa-ra-le-le-pííí-pe-do!”…
          O vô bem que aprecia, mas não entende bulhufas de pedras, rochas e montanhas. Seus filhos já nasceram com quinze anos de idade, então todas as perguntas e conquistas das netas são inéditas e surpreendentes. E, ao que parece, a primogênita nunca tinha passado pela calçada do outro lado da rua ao voltar da pracinha para casa com o pai e a mãe.
          Quando cruzaram uma pequena travessa o avô recomendou cuidado para não tropeçar. Ela olhou para o chão e perguntou “como é o nome dessa pedra?”. Na verdade o azulejo e a lajota foram depois improvisados e são incertos, mas o vovô nasceu num tempo em que havia inúmeras ruas de paralelepípedos no bairro onde morava. E paralelepípedo tem personalidade, vamos e venhamos, não é qualquer ruazinha por aí que é pavimentada com pedras de sete sílabas. Naquele pedaço pacato do bairro onde moram as netinhas, há essa abençoada travessa que deu ao vô o privilégio de ensinar à primeira neta a primeira proparoxítona. A outra netinha já ia alguns metros adiante no colo da vovó mas, do jeito que presta atenção em tudo que faz a irmã, já devia estar a murmurar “pa-ra-le-le…”.
          Um par de horas depois, os pais chegaram do trabalho e saímos para almoçar num restaurante próximo. Em meio à algazarra, a menorzinha entretida com as traquinagens habituais, o vô numa ponta da mesa provocou a neta do outro lado “conta pra mamãe e pro papai o nome daquelas pedras que você viu na rua hoje”. E ela, toda toda, interrompeu a trajetória da batatinha frita que estava a meio caminho, sorriu com certa condescendência e mandou “pa-ra-le-le-pí-pe-do!”, abrindo um sorriso largo, seguido por efusivos louvores de papai e mamãe. A menina respirou fundo e voltou a atenção para a batatinha.
          Cientista e professor universitário, há mais de quarenta anos pesquisando e ensinando a Biologia do Sistema Nervoso, o vô já experimentou inúmeras alegrias com alunos, ex-alunos, jovens cientistas treinados em seu laboratório, ou qualquer um que lhe tenha perguntado alguma coisa e saído satisfeito com a resposta. Mas, cá pra nós, bom mesmo é ensinar a primeira proparoxítona de sete sílabas que uma neta aprendeu.
         
Rafael Linden



domingo, 15 de abril de 2018

Boné anti-virus

          Ô, me dá meu boné que eu já vou embora, porque brincadeira tem hora…” cantava Clementina de Jesus, no disco “Marinheiro Só” de 1973, a composição de Oswaldo Vitalino de Oliveira - o Padeirinho da Mangueira. Volta e meia aparecia um boné no meio artístico, como no programa humorístico “Me dá meu boné” da Radio Mayrink Veiga, comandado por Chico Anysio antes dele arrumar uma ponta na TV Rio e, daí por diante, tornar-se o que foi. Sem falar na expressão “pedir o boné”, comum mesmo para quem nunca o usou, muito menos na hora de largar o emprego por conta própria.
          Agora, em todo lugar se usa boné como acessório fashion, mas poucos se dão conta de que esse “item de vestuário” existe há quase um século e meio, desde que jogadores de beisebol começaram a usar chapéus com viseira para proteger os olhos da claridade. Aos poucos o modelito foi ficando parecido com o que hoje se vende no comércio e até vosso amado cronista usa um para se proteger do sol na careca, o qual – o boné, não o careca - é fabricado dum jeito que, dizem, bloqueia as perigosas radiações ultravioleta.
          Há quem abuse da empáfia, repetindo o bordão “o que vem de baixo não me atinge”, mas não conheço quem se arrisque a declarar imunidade contra o que vem de cima, como as coisas que às vezes despencam do céu sem aviso. Se a gentil leitora tiver a pachorra de consultar a Internet, vai achar relatos escabrosos dos mais variados objetos caídos do céu tais como minhocas, carne crua, cocô e até uma vaca inteirinha. De minhocas um bom boné ofereceria uma certa proteção, já de uma vaca...Há pouco, a humanidade passou pela angustiosa expectativa de saber onde cairia a estação espacial chinesa Tiangong-1, ao final de sua vida útil no espaço. Felizmente, a geringonça despedaçou-se ao re-entrar na atmosfera terrestre e seus fragmentos cairam no mar sem provocar vítimas humanas, embora o mesmo não se possa garantir para peixes e outros animais marinhos.
          Não é para menos que os geniais Albert Uderzo e René Goscinny, criadores dos quadrinhos de Asterix, descreveram o personagem Abracurcix, chefe da aldeia gaulesa onde morava o herói das historinhas, como um respeitável e corajoso líder que, no entanto, só tinha medo de uma coisa: que o céu caísse sobre sua cabeça. Pois agora os cientistas adicionaram mais uma preocupação ao valente Abracurcix e todos que se encontram pelas ruas, absortos nos seus afazeres cotidianos, passeando de braço dado com seu par ou correndo de cachorro bravo. Trata-se da chuva de virus. Façamos uma pequena pausa para o rabugento correr para o quarto, tirar do armário a capa de chuva com capuz, vesti-la e aninhar-se na espreguiçadeira encolhido em posição fetal debaixo de um guarda-chuva. Que diabo é isso? Está chovendo virus? Por que não saiu no jornal? Pois saiu, pelo menos no New York Times e, apesar da expectativa de uma saraivada de mensagens enviadas pelo Twitter por vocês-sabem-quem, não é “fêiquiníus”. É isso mesmo. Mas sosseguem, por mais que pareça a notícia não é alarmante.
          O jornal americano, na verdade, dá conta de um trabalho científico legítimo que foi publicado, na revista da Sociedade Internacional de Ecologia Microbiana, por um grupo de cientistas liderado pela espanhola Isabel Reche, da Universidade de Granada, e pelo canadense Curtis Suttle, da Universidade da Columbia Britânica. Os pesquisadores coletaram material depositado em filtros colocados em recipientes que ficaram expostos durante cerca de dois anos, no topo de uma montanha no sul da Espanha. A cada uma ou duas semanas o material era armazenado, novos filtros substituiam os usados e, ao final, tudo foi examinado em laboratórios dotados de equipamento e técnicas avançadas.
          Os estudiosos queriam ajudar a entender a dispersão a longas distâncias de aerosóis contendo bactérias e virus, como resultado de correntes de ar provenientes do deserto do Saara ou do Oceano Atlântico. Foram detectados microorganismos carreados pelos ventos, grudados em poeira desértica ou em matéria orgânica proveniente do oceano, mostrando que bactérias e virus “viajam” muito pela atmosfera antes de cair no solo. Esses resultados sugerem, por exemplo, uma razão plausível pela qual virus com características genéticas muito parecidas são encontrados em regiões do globo terrestre muito distantes umas das outras. Mas o que mais chamou a atenção dos jornalistas foi a quantidade de virus que “caiu do céu” nos recipientes usados para a coleta. Pasme a gentil leitora, foi da ordem de muitos bilhões de partículas virais por metro quadrado por dia! Ou seja, enquanto um leitor anônimo se deliciava com esta crônica, comodamente refestelado em sua cadeira de praia no terraço do prédio, à sua volta cairam alguns bilhões de virus, parte dos quais sobre sua respeitável careca.
          Acalmai-vos, porém, não há motivo para pânico. O trabalho não identificou os tipos de virus que andam a cair por aí, mas certamente uma fração ínfima deles é capaz de provocar qualquer transtorno para seres humanos, que dirá doenças com as quais nossa numerosa e respeitabilíssima platéia deva se preocupar. Além do que essa chuva de virus está por aí há muito, muito, muito tempo e cá estamos nós, alegres e felizes (tomara!) em que pese as agruras que existem pelo mundo. O rabugento pode fechar o guarda-chuva, tirar a capa impermeável e voltar a seus afazeres. Também não precisa correr às boas lojas do ramo perguntando, ansioso, se por acaso já chegaram os bonés anti-virus, porque brincadeira tem hora.

Rafael Linden


domingo, 25 de março de 2018

Baratas, me deixem ver suas patas!

          Ai que nojo, exclama a gentil leitora com uma careta que nem assim destoa de sua adorável estampa. E, com perdão dos que sentem asco perante uma das pragas que assolam a humanidade, há que reconhecer que elas, as baratas, já andavam pelaí muito antes delas, as gentis leitoras. Paleontólogos nos ensinam que estes insetos já passeavam por nosso planeta há qualquer coisa entre cinquenta e trezentos milhões de anos.
          Já o leitor rabugento, com a habitual agressividade que não lhe permite confessar seu pavor de barata, pergunta se são cinquenta ou trezentos milhões, ora pombas. Apressamo-nos a lembrá-lo de que os fósseis mais antigos de nossos ancestrais hominídeos têm poucos milhões, e os mais velhos exemplares de nossa própria espécie estão na casa de poucas centenas de milhares de anos. Não, vosso amado cronista é consideravelmente mais jovem do que isso. E também é inútil cobrar mais precisão, quando a diferença de cinquenta para trezentos milhões de anos remete a ferozes batalhas de especialistas no campo da Paleontologia. Um exemplo vem do biólogo Dominic Evangelista que publicou, na respeitável revista Palaeontologia Electronica de setembro de 2017, um artigo no qual defende o tempo mais curto e espinafra a idéia corrente dos trezentos milhões, com base em peculiaridades da calibração do processo de datação de fósseis.
          A cizânia não é de se estranhar, visto que pouca gente acerta quando chuta a idade da gentil leitora, dotada de cútis impecávelmente conservada por alimentação saudável, cautela na birita, exposição moderada à luz solar e, vá lá, ocasionais aplicações de um ou outro hidratante facial. Seja como for, as baratas estão por aí desde muito antes de nós. Não admira, portanto, que resistam tão bem aos esforços para exterminá-las, a ponto de gerar o mito de que seriam os únicos seres vivos a sobreviver até mesmo a uma guerra nuclear, como a que certos lunáticos internacionais tentam promover por intolerância, incompetência, ignorância, arrogância ou todas as opções anteriores e mais algumas.
          Porém, a crônica de hoje foi motivada pelo burburinho causado pela publicação em março de 2018, na revista Nature Communications, de um artigo no qual um grupo de cientistas chineses liderado por Sheng Li e Shuai Zhan descreveu em detalhes o genoma da barata Periplaneta americana, uma das mais comuns aqui no Brasil. O trabalho chamou a atenção principalmente por revelar pistas sobre a resiliência das bichinhas, que desafiam inúmeros métodos, procedimentos, venenos e tecnologias diversas que se usa no mundo inteiro na tentativa de exterminá-las. Certas manobras resultam no sumiço temporário da praga mas, em que pese o efeito positivo de boas práticas de higiene e de limpeza doméstica, eventualmente os insetos retornam e, volta e meia, deixam até de sucumbir a venenos que antes eram eficazes.
          O estudo é de fato interessante. Para começo de conversa, o genoma das baratas contém mais de vinte mil genes, noventa e cinco por cento deles capazes de codificar a produção de proteínas. Pois esse número é muito parecido com o número de genes identificado no genoma dos ilustres leitores desta modesta obra prima da literatura nacional os quais, é claro, acabam de se enfurecer com a pretensão besta do abaixo-assinado. Mas se eu mesmo não me paparicar, quem o fará? Voltando ao que interessa, carxs leitorxs, é isso mesmo: em termos meramente quantitativos, vosso genoma não é mais impressionante do que o de uma reles barata. Ainda mais interessante, ou preocupante, é a quantidade enorme de genes “baratais” asociados à detecção olfativa de alimentos, principalmente fermentados ou apodrecidos, bem como genes ligados a sistemas de detoxificação, imunidade, reprodução da espécie e regeneração de perninhas das baratinhas jovens que porventura tenham sido arrancados por predadores ou danificadas de alguma forma. Ou seja, o bicho tem um DNA preparadaço para se virar perante ameaças de bichos mais recentes, como nossa jovem e imperfeita espécie animal.
          Conformem-se, estamos em franca desvantagem nessa guerra. Não admira o apelido da barata em chinês: “xiao qiang”, que no Nordeste do Brasil se traduz mais ou menos como “baixinha arretada”. Com todas as honras. Também não é à toa que os chineses, práticos que são, já há muito tempo moem baratas e usam o pó em práticas de Medicina tradicional e, não senhora, não sei quais são e desconfio que poucos ocidentais se sentiriam à vontade para usar o remédio ao ler a bula.
          Agora chega. Podem descer da cadeira, que aquela baratinha que surgiu do nada já foi expulsa a chineladas por alguém mais valente. Ah, sim, o título acima parece uma perfeita metáfora da curiosidade científica acerca dos insetos, mas é apenas uma estrofe legítima de uma canção de sucesso dos Titãs, composta nos anos 1980.


Rafael Linden